Aptidão do Pinho Bravo em Lamelado Colado
Sendo a madeira de Pinho Bravo uma matéria-prima com vasta oferta em Portugal, vários testes foram efectuados com interesse de comparar as características físicas e mecânicas de outras espécies de madeira, usadas no fabrico do Lamelado Colado com as do Pinho Bravo Nacional, de modo a tentar averiguar potenciais vantagens ou desvantagens do Pinho Bravo para o fabrico de estruturas lameladas-coladas.
Observa-se que, globalmente, o Pinho Bravo tem acentuada semelhança com as espécies utilizadas na Europa e na América em estruturas de madeira lamelada-colada, apresentando no entanto valores de densidade e módulo de elasticidade bastante superiores à generalidade das espécies de Resinosas, com excepção do Pitespaine que se aproxima bastante dos valores do Pinho Bravo.
A colagem, utilizada na produção do Lamelado Colado, é directamente afectada pela densidade da madeira. Com o crescimento da densidade da madeira até um limite de 0,7 a 0,8 Kg/m3 a resistência das ligações coladas cresce. Para densidades muito superiores a penetração da cola é mais reduzida, com limitações na sua cura, e a resistência da madeira mais elevada, fazendo com que a rotura na estrutura passe a ocorrer pela cola. Nesta perspectiva, a densidade relativamente elevada do pinho bravo são consideradas como uma vantagem para a sua utilização.
A adequação do Pinho Bravo para o fabrico de estruturas lameladas-coladas é reconhecida na norma EN 386 (2001), que refere um conjunto de espécies que têm sido utilizadas no fabrico de madeira lamelada-colada, entre as quais figura o Pinho Bravo, como resultado da experiência francesa com esta madeira proveniente das florestas francesas do Landes.
Para além de várias campanhas experimentais, efectuadas em Laboratórios Nacionais nos últimos anos, foram realizados estudos de viabilidade económica, baseado em estimativas de custo. Destes trabalhos concluiu-se a viabilidade técnica e económica das estruturas de madeira lamelada-colada de Pinho Bravo.













